
CBios em circulação e aposentados já superam 90% da meta estipulada para 2024
Por outro lado, apenas 12,38 milhões de créditos foram efetivamente aposentados até agora, ou 26,7% do objetivo
Faltando pouco mais de dois meses para o encerramento do prazo para cumprimento das metas do RenovaBio referentes a 2024, as distribuidoras de combustíveis fósseis ainda estão longe do objetivo de retirar de circulação 46,37 milhões de créditos de descarbonização (CBios).
O valor, determinado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), considera o objetivo definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de 38,78 milhões de títulos, e os 7,59 milhões de CBios que não foram entregues em 2023.
No dia 15 de outubro, a Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do programa, fechou a sessão com 28,21 milhões de créditos em circulação. Do total, 16,24 milhões, ou 57,5%, estavam em posse das distribuidoras.
As usinas certificadas, por sua vez, detinham 42,2%, totalizando 11,91 milhões de CBios. Já os 65,96 mil restantes (0,2%) estavam com investidores sem metas.
Assim, os CBios em circulação seriam suficientes para alcançar 60,8% da meta de 2024. Considerando também os títulos que saíram do mercado desde abril e as aposentadorias antecipadas – que totalizaram 2,3 milhões de créditos, segundo a ANP –, o total chega a 42,89 milhões de títulos, ou 92,5% da meta anual.
Preços
Na primeira metade de outubro, o preço dos CBios se manteve estável, depois de colecionar algumas altas quinzenais. Entre os dias 1º e 15, os títulos foram negociados por, em média, R$ 80,92.
O valor está 10% abaixo da média de 2024, de R$ 89,93, além de ser 8% inferior à média histórica do programa, de R$ 87,91.
Os números resultam de cálculos realizados pelo NovaCana a partir dos dados da B3.
Na primeira metade de outubro, os CBios foram comercializados entre R$ 77 e R$ 86. O menor valor foi visto nos dias 7 e 8, enquanto o maior foi registrado nos dias 14 e 15.
Ainda conforme a B3, foram registradas 3,2 mil negociações na quinzena, movimentando 5,19 milhões de créditos.
“Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.
Emissões
Desde o começo de abril até agora, por sua vez, as unidades produtoras já emitiram 22,66 milhões de créditos. Já ao longo de 2024, as companhias presentes no programa já escrituraram 33,08 milhões de CBios.
De acordo com a ANP, 323 usinas possuem certificações do RenovaBio aprovadas no momento. Destas, três fabricam biometano e outras 36, biodiesel.
Dentre as 284 usinas de etanol certificadas, 271 utilizam apenas a cana-de-açúcar como matéria-prima; cinco processam cana e milho; sete apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.
Desde o início do programa, em 2020, até agora, 149,3 milhões de créditos foram emitidos pelas usinas.
Aposentadorias
Na primeira quinzena deste mês, foram aposentados 2,19 milhões de CBios, o que representa uma alta de 111,3% em relação aos 1,04 milhão de créditos registrados no mesmo período do ano passado.
Desde abril até agora, 12,38 milhões de créditos foram retirados de circulação, o que representa apenas 26,7% do objetivo do programa, que deverá ser cumprido até dezembro deste ano.
De acordo com a B3, a mais recente aposentadoria realizada por partes não obrigadas aconteceu em novembro de 2023. Na ocasião, apenas dez títulos foram retirados de circulação.
Fonte: Novacana
